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  • Valor das exportações de SC cai 15%

    A aparente oportunidade da alta do dólar não se confirmou em um aumento no valor das exportações de Santa Catarina, pelo menos na moeda americana.

    As vendas externas catarinenses fecharam 2015 em US$ 7,644 bilhões, valor 15% inferior ao registrado em 2014 — alinhado com o desempenho nacional, que foi negativo em 15,1%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).


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    Uma curiosidade é o fato de que, mesmo com a queda, em reais o valor das exportações em 2015 é superior ao de 2014. Levando em conta que a cotação média do dólar no ano passado foi de R$ 3,33 nos 12 meses e de R$ 2,35 no ano anterior. A diferença alcança ao menos R$ 4,182 bilhões — já que parte das exportações pode ter se concentrado no segundo semestre, em que a moeda estava bem superior ao início do ano, e o valor concretizado ser superior.

    São os números em dólar, no entanto, aqueles utilizados como base mais comum de comparação entre os anos. Com o resultado do ano passado, o comércio exterior do Estado recua cinco anos e volta a um nível similar ao de 2010, quando o faturamento foi de US$ 7,582 bilhões.


    — Os contratos de comércio exterior são firmados com de quatro a seis meses de antecedência, com preços fixados em dólar. Nesse caso, é bom porque a moeda americana valorizou. Se fosse o contrário, a empresa teria que correr atrás em produtividade — explica o economista Celso Leonardo Weydmann, doutor em Economia pela Universidade de Londres.

    Produtos exportados

    Entre os dez principais produtos embarcados no Estado, os maiores recuos no faturamento foram registrados pela soja (-30,1%), motores e geradores elétricos (-27,6%) e carne suína (-24,7%). O frango, principal produto exportado pelo Estado, teve recuo de 16,2% na mesma comparação. A única alta foi relatada pelo setor de móveis e madeira, que faturou 0,9% a mais.

    — A principal explicação para a queda no valor das exportações catarinenses em 2015 é a redução dos preços no mercado internacional de itens relevantes em nossa pauta, como a carne e a soja — diz o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

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